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segunda-feira, 31 de março de 2025

18-10-2013 a 17-04-2023

Está perto de fazer dois anos que partiste e ainda deixas saudades. Já comecei e recomecei esta página algumas vezes. Hoje voltei a pensar sobre o que escrever e teria muito para escrever mas sei que se tornaria maçudo, e hoje pensei "de hoje não passa!".

Gostava de ainda te ver a saltar, esgravatar e até mesmo de te ver a atirar coisas ao ar.
Eras tão feliz a ser um coelho malandro pois também gostavas de roer o que não devias só para ficar com a decoração ao teu gosto e refilavas sempre que achavas que a organização não te fazia sentido ou por outro motivo que te convinha.

A dada altura só nos víamos aos fins-de-semanas porque fui viver para longe com o meu namorado que tem alergias. Durante este tempo apercebi-me que as pessoas que me deveriam conhecer bem, afinal não me conheciam porque para elas eu quero animais mas não a responsabilidade. Esta conclusão foi tirada apenas com a informação de que não vivo com os meu pais e tu vivias. Não houve admiração nem perguntas, apenas a conclusão precoce.
Fiquei desapontada porque ao fim de anos admitirem tal coisa é como se tudo o que vivi com cada uma dessas pessoas tivesse sido falso.
Desde pequena que tratei dos meus animais independentemente da espécie e contigo, mesmo que eu não te quisesse, seria obrigada a cuidar de ti porque ninguém se aproximava.
Até que chegou a pandemia que proibia-me de te visitar e cerca de um ano depois sentiste a minha falta porque sendo refilão não deixavas mais ninguém tocar-te e isso fazia as pessoas manterem a distância e como qualquer leporídeo, precisavas de cuidados e atenção que até os meus pais não te davam, em consequência, sentiste-te isolado.
Com a descrição que me deram, assim que possível, fui ter contigo a pensar que teria que fazer preparativos... e afinal recuperaste (dentro dos possíveis) em menos de uma semana.
Sim, depressão também acontece em animais!
Apesar das alergias o meu namorado (sem hesitar e sem questionar quem cuidaria de ti) teve a iniciativa de sacrificar o seu bem-estar e conforto, na sua própria casa, para teres uma divisão só para ti. Só tive que manter cuidados extra para que o feno, pólen e pó não se espalhasse para fora do quarto incluindo escovar-te mais vezes.
O "quarto de hospedes" passou a ser o "quarto do Jung" e como consegui manter-vos nas divisões comuns sem graves/intensos sintomas de alergia, depressa tiveste liberdade para andares há vontade pela casa e apesar de refilares e dares pequenas mordidelas ao dono da casa, ele dava-te atenção na mesma. Estavas habituado a que ralhar e morder mandava as pessoas embora imediatamente. Mas vocês lá se conquistaram e tornaram-se muito amigos.

Mesmo assim, não era assim tão amigo que merecesse a tua protecção durante as idas à casa-de-banho. Já a protecção durante o tempo ao computador passou a ser dividida.

Após a tua ida, ambos passámos muito meses a olhar para o chão antes de nos levantar-mos para não te pisar. Gostávamos de nos sentirmos protegidos por um guarda-costas que levava o seu trabalho a sério!

  

Já eras idoso e ainda não conheci nenhum leporídeo com 10 anos, por isso nós pedimos-te para viveres até termos a nossa casa e assim o fizeste. Levaste o pedido para literal! Nem esperas-te pelas mudanças! Viste, aprovaste sem tentativas de a partires com as tuas patinhas felpudas e achaste que o teu compromisso estava cumprido.

Lamento que não tenhas aproveitado o vasto vaso que te arranjámos como fazias nos vasos da varanda.

      

Infelizmente, o teu problema de saúde que era crónico e não visível tornou-se complexo. Como é que uma espécie animal tão pequena e sensível para doenças consegue ser tão forte na tolerância à dor?
Nos últimos tempos já davas sinais da idade e por isso dormias no nosso quarto ou pela casa.
No nosso último fim-de-semana estávamos de volta a casa dos meus pais para visita e dormiste no meu quarto. Nunca te ouvi queixar, nem de dia nem de noite, mas notei que estavas apático e achei que fosse apenas do calor mas houve um momento que olhei para ti e reconheci a expressão e a cor das pálpebras.
Reconheci, não só como enfermeira veterinária mas também pela experiência de outros animais que tive.
Também lamento que nesta localidade não hajam cuidados como onde vivemos e que o serviço para animais exóticos seja bastante limitado. Sendo fim-de-semana, contactei alguém que eu considerava bem conhecida e próxima e para minha surpresa o contacto telefónico já não era directo para a pessoa "conhecida" mas sim do espaço. Quem lá estava (nem vi quem era) recusou-se a receber-te assim que na sala de espera viram que afinal eras um leporídeo (pormenor que falhou a ambos, no espaço porque não é comum e eu porque achei que tivessem as mesmas qualificações ou que chamassem a pessoa qualificada e "conhecida") e só podiam fazer marcação para a pessoa "conhecida" para segunda-feira de tarde, apesar de eu ter demonstrado que havia proximidade com essa pessoa e de ter mencionado o motivo de precisar que fosses visto. Passaste calor além da dor e desconforto em vão e isso custou-nos ver.

Felizmente temos facilidade de transporte e decidimos contactar a clínica onde foste tratado nas últimas vezes mas com estas voltas e sem serviço 24h em ambas localidades, passaste um fim-de-semana muito difícil. Para minimizar o stress, voltámos mais cedo para casa e como é mais fresco ficaste menos apático, por outro lado, na última noite queixaste-te de dor pois ainda continuavas em hipóxia.
Mesmo assim tenho a agradecer à Clínica Veterinária de Tires (All Pets) que te receberam na primeira hora da manhã de segunda-feira, que me incluíram em todo o processo incluindo entrar contigo para consulta mesmo quando era só observação e sempre explicaram tudo o que era necessário e também agradeço à PetMemorial, todos fizeram-me sentir que estava com um membro de família e não com apenas um animal. Foi como se soubessem e compreendessem a minha dor. Respeitaram o meu luto.

Compreendo que nem todos tenhamos a mesma visão de vida mas o luto por ti em comparação com outros, está a ser menos penoso. Mesmo assim demorei este tempo todo para escrever aqui e ainda assim com lágrimas nos cantos dos olhos. Mas tinha de ser, ainda faço petsitting e não queria avançar sem dedicar uma página a ti. A partir de agora poderei partilhar as histórias de safadinhos como tu eras.

Houve coisas em ti que nunca consegui gravar mas nunca irei esquecer, como o pom-pom a abanar de alegria nem do teu som de quando ficavas feliz enquanto davas voltas aos meus pés e nem de quando querias dar graxa fazendo peditório de "ração" com o teu olhar querido.

Peço-te que aí dês oportunidade para te conhecerem e tu aos outros animais, não sejas refilão! Já não tens que ser um cão de guarda nem decorador! Agora podes saltar à vontade fazendo aquelas piruetas como fazias aqui.




terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Comedouro automático

Já conheci gatos que vivem juntos e por vezes um gosta mais de comer do que o outro.

O felino comilão vai tornar-se obeso e como sequela vários problemas de saúde.

Existe um comedouro que já vi funcionar e achei muito útil. O comedouro fica com o registo do número do microchip do felino que vai permitir alimentar. Assim que o comedouro detectar esse número vai abrir-se e assim que o felino se afasta do comedouro, seja qual for a razão, a comida é tapada.


O felino da primeira fotografia come calmamente e não tira os grãos de "ração" para fora do comedouro. Habitualmente são estes os lesados pois permitem que o seu amigo lhes tire o alimento. Portanto, neste caso, foi uma boa solução!

Sendo um aparelho, faz barulho apenas quando abre e fecha a tampa.


É natural que hajam animais que inicialmente não gostem desse barulho ou até do próprio aparelho, no entanto, habituam-se se compreenderem que é ali que têm a comida e que o aparelho não lhes faz mal. Apenas precisam de tempo para se adaptarem! Tempo, tranquilidade e paciência!

Pelo que vi no site o comedouro funciona apenas na maioria dos casos. Portanto, aconselho a observarem as fotografias no site, lerem os comentários e a observarem atentamente os vossos patudos antes de adquirirem o comedouro.


terça-feira, 5 de abril de 2022

Tosquia do Jung

Tenho de começar por dizer que é muito difícil encontrar quem faça tosquia a coelhos!

Felizmente consegui por um grande acaso. 

O Jung é um coelho anão independente e como tal, não acha nada bem que peguem nele para o transportar nem acha nada bem que lhe mexam no pêlo felpudo e macio, à excepção de festinhas do nariz até à cauda.

Sozinha a fazer tosquia a uma bola de pêlo rebelde torna-se impossível sem que um de nós sofra dano.

Sendo assim, marquei tosquia para esta manhã com Mimos & Relax Pets. É um estabelecimento que faz tosquias e banhos a cães, gatos e por vezes a coelhos. Têm estabelecimentos em algumas localidades no distrito de Lisboa. Pelo que me foi explicado, nem todos os estabelecimentos têm quem faça estes procedimentos em coelhos pois têm uma pele muito mais fina do que os cães e gatos e isso torna-se um perigo para este tipo de procedimento.

Há que ter atenção ao utilizarem máquina de tosquia nos coelhos. É recomendado ser feito sempre com ajuda, por uma pessoa com experiência e em casos com demasiados nós e grandes, recomenda-se que seja feito com Médicos Veterinários presentes.

O temperamento dos animais também ajuda muito para que estes procedimentos tenham ou não sucesso.

No caso do meu coelho já está habituado a que eu o manipulasse para pequenas tosquias em algumas partes do corpo usando tesoura ou máquina de tosquia, pois tive ajuda para isso durante muito tempo e os nós não chegavam à pele.
Nunca lhe dei banho e já o vi molhar acidentalmente as patinhas. Garantidamente ele não acha que o sítio da água é fora do bebedouro!

Hoje pela primeira vez foi tosquiado nas costas e não foi na barriga porque já estava a ser muito stressante para ele. Juntamente com a tosquiadora, optou-se por não se fazer e também ficou acordado que não iria ser dado banho.

Não é um coelho que morda por ser manuseado mas não significa que esteja a gostar de estar num local novo enquanto o seguram. Há que ter isso em conta!

Claro que assim que abri a transportadora em casa, tive que o ouvir a avisar a vizinhança que havia perigo.

Outro pormenor... o pêlo dos coelhos por ser diferente, fica também com um resultado diferente do que habitualmente vemos em cães e gatos. É muito difícil tosquiar de forma a que o pêlo fique uniforme.

Em casa após tosquia

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Ozzy e Ziggy

Depois de muito tempo, tenho novos amigos para apresentar. Estive com eles 3 dias.

É uma mais-valia se os animais permanecerem no seu habitat habitual e como, neste caso, são dois felinos e bons amigos um do outro, é muito melhor para ambos ficarem no seu conforto da casa e há vontade nas suas rotinas também habituais.

Como é hábito, fui ao encontro da tutora, do Ozzy e do Ziggy com antecedência para ficar a par da rotina, alimentação e higiene. Fui muito bem recebida! :)

Ozzy e Ziggy de 4 e 2 anos de idade.

O Ozzy é mais atento e precaucioso, gosta de analisar pacientemente estando do lado de fora da situação. Já o Ziggy, só quer brincar e acompanhar bem de perto tudo o que se passa.

Ziggy

Depois de uma grande análise detalhada por parte do Ozzy, lá decidiu que estava na hora de ver de perto a brincadeira e ocasionalmente mostrar a elegância de gato ao percorrer a divisão sem ser visto e de atacar de surpresa os brinquedos que mais mal se portavam. (ver vídeo acima)

Ozzy

No último dia lá deixou passar-lhe a mão mais do que uma vez sem levantar um dos seus membros em sinal de "já chega.".

Espero que nos voltemos a ver :)


sábado, 22 de maio de 2021

sim, novamente o Dino

É habitual haver animais que acompanhamos com mais frequência e o Dino é um deles.

Desta vez houve passeio pela natureza, só com flores, árvores e um riacho.

Inicialmente o passeio estava a ser aborrecido, tão aborrecido que nem queria caminhar. Depois começou a ficar interessante, uma paisagem bastante agradável e tranquila.

Nunca o tinha visto perto de água, por isso foi uma surpresa para mim vê-lo a reagir tão positivamente ao riacho. Sem qualquer sombra de dúvida que, para o Dino, o passeio ficará memorável pela diversão que teve na água.

A observar

A correr

Provavelmente a tirar os salpicos de água



sábado, 8 de maio de 2021

Porquinha

 A Porquinha é uma espécie de porco-da-índia de pêlo curto com 2 anos de idade.

 Gosta de nos cheirar mas não é de dar muita confiança, uma coisa é comunicar e outra é tocar! Excepto se houver comida envolvida.

 Tem muita energia e portanto gosta de correr e dar pequenos saltos. Mesmo que a pegue ao colo não é de se deixar ficar muito tempo.

 É nítido que reconhece os membros humanos da casa, especialmente quem lhe fornece a comida com maior frequência. Assim que ouve ou vê a pessoa em questão, começa a falar pelos cotovelos.

 

A Porquinha e a sua refeição.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Jung e o frio ❄

 O Jung é um animal de pêlo comprido e o pêlo adapta-se à estação do ano. Neste momento está com o pêlo de inverno. Ele gosta de ir para a varanda que é comprida e que para ele é mais comprida do que para nós. É-lhe aberta a porta todos os dias e ele só vai se quiser.

Estes dias têm sido demasiado frios, nem o seu casaco peludo é suficiente, por isso ele tem mais mantas do que o habitual e não quer ir à varanda. Cheira o ar que vem da rua e volta para trás, nem sequer se atreve a espreitar para fora de casa mas dá sempre tempo de deixar o seu cheiro na porta (comportamento também reconhecido por tutores de gatos).

Para quê um ar gélido quando se pode estar no conforto?

 

 
Nunca o tinha visto assim, até parece que o meti de castigo. 😄
Acho que estava apenas a pensar na vida, deve estar com saudades da varanda.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Prateleiras

 Fiz remodelações na despensa. Havia prateleiras um bocado degradadas, por isso tirei-as e cortei duas delas de forma a criar uma espécie de casa para o meu coelho.

Agora que está num local da casa onde o Jung passa mais tempo, foi colocado um cartão entre a "casa" e o piso para que não ficasse escorregadio. As pernas da mesa de apoio que sobraram, foram colocadas por baixo deste piso.

É importante para os coelhos terem locais de esconderijo para o caso de ficarem assustados ou simplesmente porque gostam de pregar partidas.

E o Jung bem gosta de pregar partidas! Às vezes passo e de repente ele sai a correr fazendo razia aos meus pés.

Neste tempo tão frio, foi colocado uma pequena manta dentro da "casa" e outra em cima. Ele também gosta de vigiar as divisões e sendo pequeno, procura plataformas ou até o sofá na sala serve.


domingo, 8 de novembro de 2020

Mesa de apoio Lack do IKEA

Estas mesas são leves e fáceis de limpar. Tinha uma a mais disponível para reutilizar, por isso decidi fazer uns cortes de modo a que o meu coelho pudesse utilizá-la para se esconder, saltar, dormir e comer.

Mesa de apoio inteira

Cama comestível no dia que a retirei da embalagem.

No dia seguinte...

Aqui a mesa já tinha as pernas cortadas para que o Jung possa subir e descer sem dificuldade e principalmente sem se magoar. É preciso também saber as capacidades do animal antes de o colocar numa situação.

Após 19 dias de ter retirado a cama da embalagem.

 Lá achou que deveria ter a cama ao jeito dele.


terça-feira, 3 de novembro de 2020

Jogo interactivo

O jogo interactivo é utilizado com petiscos para incentivar o animal a interagir com o jogo fazendo-no desenvolver mentalmente. Também ajuda a que animais que se alimentam como se o mundo fosse acabar em minutos, se tornem mais tranquilos na refeição porque são obrigados a comer 1 petisco de cada vez. Existem para cães, gatos e coelhos.

Jogo interactivo para coelhos da Trixie
Jogo interactivo com alimento composto

Neste caso o jogo é de fácil interacção. O coelho só tem que pegar nas tampas, retirá-las e comer o que está por baixo de cada tampa.

Todos os dias é fornecido ao meu coelho o alimento composto na dose adequada ao peso dele. Apenas utilizo o suficiente para preencher o jogo, o restante é colocado na taça habitual depois de ele comer o que está no jogo.

Este vídeo, foi a segunda vez que o Jung interagiu com o jogo e a "ração", para ele, é do melhor que há.

É possível perceber como ele é sôfrego a comer, só o faz com este alimento. Por uma semana usámos todos os dias, agora é só às vezes e já notei diferenças.

Quando lhe fornecemos o alimento composto ele vai a correr (até patina), depois do jogo interactivo, já come mais devagar e por vezes guarda uma parte para umas horas mais tarde.



segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Novas partilhas

O serviço de PetSitting tem sido cada vez mais escasso, especialmente este ano devido à situação actual. Por isso, tenho-me dedicado a tornar a vida do meu coelho mais divertida.

Os animais não apreciam mudanças mas algumas são apelativas e bem recebidas por parte dos animais, só temos que os conhecer.

Vou aproveitar para também partilhar ideias que podem vir a ser úteis para os leitores, especialmente para os animais que irão usufruir.


sábado, 31 de outubro de 2020

Os porquinhos

 

Dois irmãos Abissínio (porcos-da-Índia)

Quando chegaram à casa, ainda com meses de idade, eram tímidos. Agora... é difícil apanhar estes dois quando soltos pela casa, só querem correr e cheirar se há algo de novo.

São muito dóceis e conversadores. Gostava de saber o que dizem!

Pequeno-almoço e descanso


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Dino

No mês de Julho os donos do Dino contactaram-me para cuidar dele, pois iam de férias de forma algo inesperada e as soluções habituais não estavam disponíveis. 

Fui encontrar-me com o Dino e os seus donos num Domingo à noite e estivemos meia-hora a discutir todos os pormenores da vida diária do Dino. O que podia ou não comer, a que horas costuma passear, quais são os hábitos dele e o seu comportamento. 


Como sempre a primeira noite foi complicada, o Dino não tinha o hábito de ladrar, mas na primeira noite ladrou e uivou algumas vezes. É um comportamento perfeitamente normal. Além disso, nesta noite Portugal sagrou-se campeão europeu de futebol, o que implica imenso barulho na rua. O Dino estava francamente transtornado.

O dia seguinte correu melhor. Começou a interagir mais comigo e a querer brincar. Ao fim de um par de dias já tinha retomado a maior parte dos hábitos que me tinham sido descritos (já comia bem e a horas, já gostava de ir passear e já bebia água descontraidamente).

O que mais me surpreendeu no Dino foi o autocolante que tinha na testa, colocado aquando da tosquia. Desconhecia tal procedimento e não tenho conhecimento de nenhum serviço de tosquia que faça o mesmo. Curioso... Indicaram no serviço de tosquia que o autocolante ia acabar por sair sozinho, mas podia ser retirado com água.

Gostei muito do Dino, foi uma surpresa agradável!


domingo, 15 de março de 2015

Jung


O Jung é um coelho anão que chegou cá a casa em 2014 e que me mantém constantemente ocupada. Na imagem podem vê-lo a esfregar o focinho nos aipos que plantei para ele comer. 

Ele tem ainda o gosto especialmente irritante de escavar buracos nos vasos, e morder o que não devia. Dava um bom coelho-de-guarda, se é que tal coisa existe. 

Gosta de jogar sozinho às escondidas, comer morangos, devorar melancias e suponho que longos passeios pela praia. Nunca testei isto, mas correr é com ele. 

O nome vem do Carl Jung, sobre o qual podem ler aqui.

Só queria apresentar o meu adorável coelho.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Nice


O Nice é um cão de uma ninhada de vários cachorros nascidos em 2007 e foi o único a não ser adoptado. Talvez por ser bastante activo e barulhento, o que é um problema para se ter num apartamento. Ele gosta mesmo de comunicar! Para além disso, é um cão que aprende e apercebe-se das coisas com facilidade, não tem medos, é teimoso e saudável.

Um dia, fui ao aniversário de um tio que vive numa quinta, numa zona calma e com muita vegetação. Levei o Nice com quase 1 ano de idade e os meus tios gostaram muito dele.
Os meus tios têm um cão mas que não convive com ninguém. O Nice ajudou nesse aspecto pois gosta muito de companhia. Tornaram-se grandes amigos.

Apesar de a adaptação inicial ter sido difícil, o Nice agora está mais feliz do que antes. Tem um lar onde pode correr e ladrar à vontade e tem sempre companhia de animais e pessoas.